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sexta-feira, 28 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL AO PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO 21/05/10 NA SEDE DA SBACV FICOU ESCLARECIDO:
Caros colegas da Comissão Provisória de Discussão da Proposta de Criação do Programa de Atenção Integral ao Pé Diabético:
CALOGERO PRESTI, RUY BARBOSA, NELSON DE LUCCIA, ERASMO SIMÃO, CID SINTRÂNGULO, JACSON SILVEIRA CAIAFA, LENARDO MARKLOUF, CÍCERO FIDELIS, MARCELO ARAUJO E GUILHERME PITTA
NA ÚLTIMA REUNIÃO NO DIA 21/05/10 NA SEDE DA SBACV FICOU ESCLARECIDO:
01. A SBACV CONVOCOU ESTA COMISSÃO PARA DISCUSSÃO, PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DO PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL AO PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO;
02. A SBACV NÃO TEM PROGRAMA DEFINIDO OU PROPOSTO PARA O PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO;
03. A AÇÃO GLOBAL SESI_SBACV QUE TEVE COMO OBJETIVO EDUCAR, PREVENIR E ESCLARECER A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA ATENDIDA NESTE DIA.
O MATERIAL EDUCATICO DO PÉ DIABÉTICO FOI IDEALIZADO PELA REGIONAL DE ALAGOAS E ENVIADO PARA AS DEMAIS REGIONAIS DO PAÍS.
ESTA AÇÃO FOI UM SUCESSO COM A PARTICIPAÇÃO DE MAIS DE 18 REGIONAIS DA SBACV, SENDO A NOSSA SOCIEDADE CONVIDADA PELO CNI/SESI PARA A PRÓXIMA FASE DE ESTABELECIMENTO DE COOPERAÇÃO PARA TREINAMENTO DE RECURSOS HUMANOS E ATENDIMENTO DO PÉ DIABÉTICO NAS UNIDADES DO SESI;
04. FICOU DEFINIDO MAIS UMA AÇÃO DE TRABALHO DA SBACV NACIONAL COM A SBACV SP NA DISCUSSÃO, NO PLANEJAMENTO, NA IMPLANTAÇÃO E EXECUÇÃO DESTE PROGRAMA COORDENADO PELOS DRS. GUILHERME PITTA E CALOGERO PRESTI;
05. O MINISTÉRIO DA SAUDE NOS COMUNICOU DA VONTADE DO MINISTRO TEMPORÃO RECEBER A SBACV PARA TRATAR DO ASSUNTO, NESTE MESMO MOMENTO O PRESIDENTE DA NACIONAL CONVIDOU OFICIALMENTE O PRESIDENTE CALOGERO PARA ACOMPANHÁ-LO NESTA AUDIÊNCIA;
06. FICOU MARCADO PARA O DIA 24 DE JUNHO DE 2010 NA REUNIÃO DA REGIONAL SP, A APRESENTAÇÃO DAS PROPOSTAS DE PROGRAMA DE ATENÇÃO AO PÉ DIABÉTICO PELOS COLEGAS RUY BARBOSA, JAKSON SILVEIRA CAIAFA, NELSON DE LUCCI E CÍCERO FIDELIS;
07. A SBACV NACIONAL ESTARAR ENVIANDO SBACV NEWS PARA TODOS ASSOCIADOS DA SBACV, COM PERMISSÃO DO PRESIDENTE CALOGERO, E QUE TENHAM PROPOSTAS DE PROGRAMAS DE ATENÇÃO INTEGRAL AO PÉ DIABÉTICO PARA ENVIÁ-LAS PARA A NACIONAL COM ATECENDÊNCIA DE 07 DIAS E APRESENTAR O RESUMO NA REUNIÃO DE SP.
A SBACV JAMAIS DIVIDIRAR FORÇAS E SIM CRIARAR AMBIENTE PARA HARMONIA, PAZ E EXECUÇÃO DESTE PROGRAMA.
Abraços
--
Guilherme Benjamin Brandão Pitta
segunda-feira, 24 de maio de 2010
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
SBACV faz campanha sobre Pé Diabético na Ação Global neste sábado 22_05_10
SBACV faz campanha sobre Pé Diabético na Ação Global neste sábado
Médicos orientarão sobre prevenção à amputação de membros inferiores devido ao diabetes em 21 cidades
Você sabia que a Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabéticos estima que cerca de 50 a 55 mil diabéticos sofrem amputações por ano? Muitos deles desconheciam até mesmo que tinha a doença. Para esclarecer sobre a diabetes e os problemas do Pé Diabético, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) participa neste sábado da Ação Global – projeto do Sesi (Serviço Social da Indústria), em 21 cidades: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL), Ibirité (MG), Brasília (DF), Aracaju (SE), Macapá (AP), Porto Velho (RO), Salvador (BA), Miranorte (TO), Parnamirim (RN), Barcarena (PA), Eusébio (CE), São Luís (MA), Teresina (PI), Paranavaí (PR), Garanhuns (PE), Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Aparecida de Goiânia (GO), Anchieta (ES).
Cirurgiões vasculares e angiologistas estarão em tendas para orientar sobre o Pé Diabético. Em algumas cidades, os médicos farão diagnóstico dos pés, como no Rio de Janeiro e Parnamirim (RN). “Nossa tenda fica ao lado de uma em que são feitos exames de glicemia, então as pessoas que já souberem ser diabéticas, mesmo com a glicose controlada, e as que forem diagnosticadas com alto índice de glicose no sangue serão encaminhadas diretamente para nós. Vamos orientar os diabéticos e familiares quanto à necessidade de ações e comportamentos que possibilitem a prevenção das complicações nos pés e amputações”, diz o coordenador Nacional de Programas Sociais da SBACV, Dr. Jackson Caiafa. O médico estará na Vila Olímpica de Gamboa, no Rio.
De acordo com o médico o diabetes pode ser por muitos anos assintomático ou ter sintomas inespecíficos. “Posteriormente podem acontecer emagrecimento ‘sem explicação’ acompanhado de sede e fome excessivas e uma grande produção de urina, com muitas idas ao banheiro e emissão de muita urina”, explica.
Serão distribuídas cartilhas sobre a diabetes e folders educativos sobre os cuidados preventivos, diagnóstico precoce e tratamento adequado dos pés dos diabéticos.
Você sabia que a Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabéticos estima que cerca de 50 a 55 mil diabéticos sofrem amputações por ano? Muitos deles desconheciam até mesmo que tinha a doença. Para esclarecer sobre a diabetes e os problemas do Pé Diabético, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) participa neste sábado da Ação Global – projeto do Sesi (Serviço Social da Indústria), em 21 cidades: Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Maceió (AL), Ibirité (MG), Brasília (DF), Aracaju (SE), Macapá (AP), Porto Velho (RO), Salvador (BA), Miranorte (TO), Parnamirim (RN), Barcarena (PA), Eusébio (CE), São Luís (MA), Teresina (PI), Paranavaí (PR), Garanhuns (PE), Rondonópolis (MT), Campo Grande (MS), Aparecida de Goiânia (GO), Anchieta (ES).
Cirurgiões vasculares e angiologistas estarão em tendas para orientar sobre o Pé Diabético. Em algumas cidades, os médicos farão diagnóstico dos pés, como no Rio de Janeiro e Parnamirim (RN). “Nossa tenda fica ao lado de uma em que são feitos exames de glicemia, então as pessoas que já souberem ser diabéticas, mesmo com a glicose controlada, e as que forem diagnosticadas com alto índice de glicose no sangue serão encaminhadas diretamente para nós. Vamos orientar os diabéticos e familiares quanto à necessidade de ações e comportamentos que possibilitem a prevenção das complicações nos pés e amputações”, diz o coordenador Nacional de Programas Sociais da SBACV, Dr. Jackson Caiafa. O médico estará na Vila Olímpica de Gamboa, no Rio.
De acordo com o médico o diabetes pode ser por muitos anos assintomático ou ter sintomas inespecíficos. “Posteriormente podem acontecer emagrecimento ‘sem explicação’ acompanhado de sede e fome excessivas e uma grande produção de urina, com muitas idas ao banheiro e emissão de muita urina”, explica.
Serão distribuídas cartilhas sobre a diabetes e folders educativos sobre os cuidados preventivos, diagnóstico precoce e tratamento adequado dos pés dos diabéticos.
ENTENDA:
O que é o Pé Diabético?
O nível elevado de açúcar no sangue pode afetar nervos e a circulação sanguínea das pernas. A lesão dos nervos pode causar formigamentos, agulhadas, queimação e até insensibilidade dos pés. Desta forma, o diabético não sente as lesões e estas pioram e podem se infectar, o que pode levar a amputação de pés e pernas.
Principais sintomas
Os principais são dos nas pernas, principalmente com exercícios, feridas que não curam, pés inchados, azulados e ressecados.
Cuidados
- É preciso examinar diariamente os pés e ter cuidados com bolhas, rachaduras e ressecamentos.
- Evite colocar os pés de molho, pois eles poderão rachar ou ressecar.
- Nunca ande descalço, mesmo em casa
- Não tente remover calos ou verrugas com curiosos e pedicures sem treinamento.
- Use diariamente uma loção ou creme hidratante nos pés. Retire o excesso e não use cremes entre os dedos.
Diagnóstico
Peça para seu médico examinar seus pés em todas as consultas.
Consequência do problema
A diabetes pode levar a amputação dos pés ou pernas.
Serviço:
Ação Global
De 9h às 17h
Rio de Janeiro (RJ)
Vila Olímpica da Gamboa (Rua União s/n)
Maceió (AL)
Ginásio do SESI (Av. Siqueira Campos 1.900 – Bairro Trapiche)
Ibirité (MG)
Estádio Municipal de Ibirité (Bairro Jardim Ibirité)
Brasília (DF)
Centro de Ensino Médio - CEM 404 (CL 404 Lote A Área Especial
Santa Maria)
Aracaju (SE)
Escola do SESI de Ensino Fundamental Roberto Simonsen (Rua Pará s/n – Bairro 18 do Forte)
Macapá (AP)
Escola Maria Mãe de Deus e Escola Maria Cavalcante de Azevedo Picanço
Rua das Laranjeiras, 456 e Rua Cajueiro, 543 - Brasil Novo
Porto Velho (RO)
SESICLUBE - CAT Albano Franco (Rua Rio de Janeiro 4.734 - Bairro Lagoa)
Salvador (BA)
Parque de Exposições Agropecuárias (AV Luiz Viana Filho, S/N)
Miranorte (TO)
Centro de Ensino Médio Ruy Brasil (Av. Castelo Branco, s/n - Vila Maria)
Parnamirim (RN)
Parque de Exposições Aristófanes Fernandes (BR 101 - KM 13)
Barcarena (PA)
Cabana ClubeRua Dom Romualdo Coelho, 401
Vila dos Cabanos
Eusébio (CE)
Escola de Ensino Fundamental Neuza de Freitas Sá
Rua Irmã Ambrozina, 266
Centro
São Luís (MA)
CEPT - Centro de Educação Profissional e Tecnológica (antigo CETAM)
BR 135, Km 05
Bairro Tibiri
Teresina (PI)
Parque da Cidade
Av. Duque de Caxias S/N
Bairro Primavera
Paranavaí (PR)
Centro de Atividades do SESI
Av. Gabriel Esperidião, s/n
Parque Morumbi
Garanhuns (PE)
Esplanada Gualajara
Centro
Rondonópolis (MT)
SESICLUBE Rondonópolis
Av. Jaçanã, 2.169
Parque Universitário
Campo Grande (MS)
Parque Olímpico Ayrton Senna
Rua Arapoti s/n
Bairro Aero Rancho
Aparecida de Goiânia (GO)
Unidade Integrada SESI/SENAI Aparecida de Goiânia
Rua dos Pirineus , quadra 01, lote 01
Setor Village Garavelo
São Paulo (SP)
SESI - CAT Diadema
Av. Paranapanema, 1.500 - Taboão
Anchieta (ES)
Praça de Eventos
Estrada do Limão
Anchieta
segunda-feira, 17 de maio de 2010
AMPUTAÇÃO: UMA VISÃO MEDICO-SOCIAL PARA A “LEGIÃO DOS MUTILADOS”
AMPUTAÇÃO: UMA VISÃO MEDICO-SOCIAL PARA A “LEGIÃO DOS MUTILADOS”
No último dia 15 de maio O Globo publicou um artigo dos mesmos autores de uma memorável página da medicina do Rio de Janeiro, intitulada “A Legião dos Mutilados”. Essa publicação provocou, em 05/05/2000, uma verdadeira revolução no tratamento das complicações que podem atingir os pés dos diabéticos, complicações essas conhecidas como Pé Diabético. Sob sua inspiração, o Ministério Público Estadual, através de uma Ação Civil Pública, desencadeou, inicialmente no município do Rio de Janeiro e posteriormente no Estado do Rio de Janeiro, uma mudança da visão “hospitalocêntrica”, então em vigor, com a evolução para a descentralização e hierarquização dos cuidados com os portadores de diabetes, através da adoção do Projeto de Atenção Integral ao Portador de Pé Diabético.
Esse projeto, implantado no município entre outubro de 2002 e abril de 2003, e ainda carente de finalização ao nível do Estado, proporcionou, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, uma redução de mais de 50% no número anual de amputações altas realizadas nos hospitais públicos municipais até o ano de 2006. Outro dado altamente positivo da utilização do projeto pode ser extraído da planilha Impacto dos Procedimentos de Média Complexidade do Ministério da Saúde onde se verifica que em relação à realização de um procedimento ligado ao controle do Pé Diabético, o “curativo com desbridamento de pé diabético”, a produção do Estado do Rio de Janeiro, com cerca de 14 milhões de habitantes foi, em 2007, quase duas vezes maior que no Estado de São Paulo, com aproximadamente 40 milhões de habitantes, indicando diagnósticos e tratamentos mais eficientes nos níveis primários e secundários da atenção à saúde.
A lógica do vitorioso projeto foi a aplicação de princípios básicos de educação e atenção, advogados por consensos internacionais de cuidados com os pés de diabéticos, nos sistemas municipais e estaduais de saúde. Foram treinadas equipes nos Postos de Saúde e criados Pólos Secundários especializados, geridos por protocolos de referência e contra-referência e regulados por centrais específicas de controle dos encaminhamentos. No município do Rio de Janeiro o treinamento alcançou equipes em todos os postos e centros municipais de saúde e criou dois centros secundários de atendimento nos então Hospitais Municipais da Lagoa e do Andaraí (o projeto previa a criação de quatro centros). No Pólo Secundário de Pé Diabético do Hospital Municipal da Lagoa foram atendidos, até o primeiro semestre de 2006, 2199 diabéticos com lesões avançadas nos pés e pernas, com um índice de internação de apenas 10%, e uma queda na taxa de amputações altas de 42% para 21% entre todos os pacientes submetidos ali submetidos a amputações. No Pólo Secundário do Hospital da Lagoa também funcionou, à época, um programa pioneiro de ortetizações, com a confecção de calçados especiais para os pacientes com deformidades importantes e amputações parciais nos pés, ação que diminui em mais de 70% a possibilidade de reulcerações e reamputações nos portadores de pé diabético.
Infelizmente o posterior retorno desses hospitais à Rede Federal de Hospitais do Rio de Janeiro levou à inativação ou à redução drástica dos atendimentos regulados nessas unidades hospitalares, com a conseqüente quebra do acesso e deficiência absoluta de atenção secundária, não resolvida até hoje pela saúde municipal. Essa nova realidade interferiu diretamente no tratamento dos diabéticos ao eliminar a possibilidade de se impedir a evolução da doença, forçando o retorno à única porta de acesso possível, a emergência, na qual paciente só consegue ser atendido nos últimos estágios da doença. Levou também à diminuição da motivação e parcial desmobilização da rede primária, que deixa de ter acolhidos seus encaminhamentos aos Pólos Secundários. Soma-se a essa desconcertante e cruel situação a mais recente invenção da saúde pública do Rio de Janeiro, a criação da triagem prévia ao atendimento de pacientes diabéticos com lesões nos pés em alguns hospitais de emergência, recusando-os, sem sequer examiná-los, com a alegação de que não há cirurgião vascular de plantão ou de que o hospital faz apenas atendimentos de alta complexidade. O recrudescimento das amputações altas no município do Rio de Janeiro é o resultado direto dessas omissões e ações impensadas.
Por outro lado, a luta pela atenção integral não acabou e, pelo contrário, tem somado apoios e parceiros. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular criou sua Coordenação de Ações Sociais, que incorporou o modelo de Atenção Integral ao Portador de Pé Diabético como seu programa oficial, com a intenção de lutar por sua implantação e disseminação a nível nacional, tanto no meio médico como em diversos setores representativos da sociedade. O retorno do Sindicato dos Médicos a essa luta é muito bem vindo, com a lembrança de que a idéia de um grande centro para atender múltiplas doenças, como um possível Instituto de Doenças Vasculares, pode gerar a dificuldade de se priorizar o atendimento do Pé Diabético, misturando consultas mais e menos urgentes e específicas para os diversos tipos de agravos de saúde.
Outra importante forma de luta diz respeito à participação das associações de pacientes e de outras entidades voltadas para a defesa dos interesses dos diabéticos. Sua presença permanente facilita a educação contínua de diabéticos e familiares e propicia a conscientização e a aderência ao tratamento da doença de base, incentivando os cuidados específicos para evitar suas complicações. No Rio de Janeiro, a Associação Carioca de Diabéticos tem se empenhado na batalha pelos direitos dos diabéticos, e em particular pela atenção específica ao portador de Pé diabético. A campanha DE OLHO NO PÉ, agora também uma ação oficial da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular, procura sensibilizar as autoridades da saúde pública estadual e municipal para a necessidade de projetos descentralizados e inseridos nas principais diretrizes do SUS: integralidade, regionalização, hierarquização e regulação. A simples obediência a esses parâmetros na assistência às doenças crônicas em geral e, em particular, às complicações do diabetes mellitus trará qualidade e eficiência ao serviço público, diminuindo o abismo que hoje separa os níveis de atenção e proporcionando prevenção e tratamento adequado a essa população, além de substantiva melhora de sua qualidade de vida.
JACKSON SILVEIRA CAIAFA
Presidente-Executivo da Associação Carioca de Diabéticos
Coordenador Nacional de Programas Sociais da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cir. Vascular - SBACV
Membro do Projeto Diretrizes da AMB/SBACV
Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da SBACV
No último dia 15 de maio O Globo publicou um artigo dos mesmos autores de uma memorável página da medicina do Rio de Janeiro, intitulada “A Legião dos Mutilados”. Essa publicação provocou, em 05/05/2000, uma verdadeira revolução no tratamento das complicações que podem atingir os pés dos diabéticos, complicações essas conhecidas como Pé Diabético. Sob sua inspiração, o Ministério Público Estadual, através de uma Ação Civil Pública, desencadeou, inicialmente no município do Rio de Janeiro e posteriormente no Estado do Rio de Janeiro, uma mudança da visão “hospitalocêntrica”, então em vigor, com a evolução para a descentralização e hierarquização dos cuidados com os portadores de diabetes, através da adoção do Projeto de Atenção Integral ao Portador de Pé Diabético.
Esse projeto, implantado no município entre outubro de 2002 e abril de 2003, e ainda carente de finalização ao nível do Estado, proporcionou, segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, uma redução de mais de 50% no número anual de amputações altas realizadas nos hospitais públicos municipais até o ano de 2006. Outro dado altamente positivo da utilização do projeto pode ser extraído da planilha Impacto dos Procedimentos de Média Complexidade do Ministério da Saúde onde se verifica que em relação à realização de um procedimento ligado ao controle do Pé Diabético, o “curativo com desbridamento de pé diabético”, a produção do Estado do Rio de Janeiro, com cerca de 14 milhões de habitantes foi, em 2007, quase duas vezes maior que no Estado de São Paulo, com aproximadamente 40 milhões de habitantes, indicando diagnósticos e tratamentos mais eficientes nos níveis primários e secundários da atenção à saúde.
A lógica do vitorioso projeto foi a aplicação de princípios básicos de educação e atenção, advogados por consensos internacionais de cuidados com os pés de diabéticos, nos sistemas municipais e estaduais de saúde. Foram treinadas equipes nos Postos de Saúde e criados Pólos Secundários especializados, geridos por protocolos de referência e contra-referência e regulados por centrais específicas de controle dos encaminhamentos. No município do Rio de Janeiro o treinamento alcançou equipes em todos os postos e centros municipais de saúde e criou dois centros secundários de atendimento nos então Hospitais Municipais da Lagoa e do Andaraí (o projeto previa a criação de quatro centros). No Pólo Secundário de Pé Diabético do Hospital Municipal da Lagoa foram atendidos, até o primeiro semestre de 2006, 2199 diabéticos com lesões avançadas nos pés e pernas, com um índice de internação de apenas 10%, e uma queda na taxa de amputações altas de 42% para 21% entre todos os pacientes submetidos ali submetidos a amputações. No Pólo Secundário do Hospital da Lagoa também funcionou, à época, um programa pioneiro de ortetizações, com a confecção de calçados especiais para os pacientes com deformidades importantes e amputações parciais nos pés, ação que diminui em mais de 70% a possibilidade de reulcerações e reamputações nos portadores de pé diabético.
Infelizmente o posterior retorno desses hospitais à Rede Federal de Hospitais do Rio de Janeiro levou à inativação ou à redução drástica dos atendimentos regulados nessas unidades hospitalares, com a conseqüente quebra do acesso e deficiência absoluta de atenção secundária, não resolvida até hoje pela saúde municipal. Essa nova realidade interferiu diretamente no tratamento dos diabéticos ao eliminar a possibilidade de se impedir a evolução da doença, forçando o retorno à única porta de acesso possível, a emergência, na qual paciente só consegue ser atendido nos últimos estágios da doença. Levou também à diminuição da motivação e parcial desmobilização da rede primária, que deixa de ter acolhidos seus encaminhamentos aos Pólos Secundários. Soma-se a essa desconcertante e cruel situação a mais recente invenção da saúde pública do Rio de Janeiro, a criação da triagem prévia ao atendimento de pacientes diabéticos com lesões nos pés em alguns hospitais de emergência, recusando-os, sem sequer examiná-los, com a alegação de que não há cirurgião vascular de plantão ou de que o hospital faz apenas atendimentos de alta complexidade. O recrudescimento das amputações altas no município do Rio de Janeiro é o resultado direto dessas omissões e ações impensadas.
Por outro lado, a luta pela atenção integral não acabou e, pelo contrário, tem somado apoios e parceiros. Recentemente, a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular criou sua Coordenação de Ações Sociais, que incorporou o modelo de Atenção Integral ao Portador de Pé Diabético como seu programa oficial, com a intenção de lutar por sua implantação e disseminação a nível nacional, tanto no meio médico como em diversos setores representativos da sociedade. O retorno do Sindicato dos Médicos a essa luta é muito bem vindo, com a lembrança de que a idéia de um grande centro para atender múltiplas doenças, como um possível Instituto de Doenças Vasculares, pode gerar a dificuldade de se priorizar o atendimento do Pé Diabético, misturando consultas mais e menos urgentes e específicas para os diversos tipos de agravos de saúde.
Outra importante forma de luta diz respeito à participação das associações de pacientes e de outras entidades voltadas para a defesa dos interesses dos diabéticos. Sua presença permanente facilita a educação contínua de diabéticos e familiares e propicia a conscientização e a aderência ao tratamento da doença de base, incentivando os cuidados específicos para evitar suas complicações. No Rio de Janeiro, a Associação Carioca de Diabéticos tem se empenhado na batalha pelos direitos dos diabéticos, e em particular pela atenção específica ao portador de Pé diabético. A campanha DE OLHO NO PÉ, agora também uma ação oficial da Sociedade de Angiologia e Cirurgia Vascular, procura sensibilizar as autoridades da saúde pública estadual e municipal para a necessidade de projetos descentralizados e inseridos nas principais diretrizes do SUS: integralidade, regionalização, hierarquização e regulação. A simples obediência a esses parâmetros na assistência às doenças crônicas em geral e, em particular, às complicações do diabetes mellitus trará qualidade e eficiência ao serviço público, diminuindo o abismo que hoje separa os níveis de atenção e proporcionando prevenção e tratamento adequado a essa população, além de substantiva melhora de sua qualidade de vida.
JACKSON SILVEIRA CAIAFA
Presidente-Executivo da Associação Carioca de Diabéticos
Coordenador Nacional de Programas Sociais da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cir. Vascular - SBACV
Membro do Projeto Diretrizes da AMB/SBACV
Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da SBACV
sábado, 14 de novembro de 2009
Mutirão do Diabético em Itabuna Exame e Tratamento Fundo de Olho e Pé Diabético
O Hospital de Olhos Beira Rio em Itabuna realizou o Mutirão do Diabético, realizando o exame de Fundo de Olho e do Pé Diabético com apoio de Associação de Diabéticos de Itabuna com ajuda da comunidade de voluntários (300) e várias entidades da região. Foram mais de 1.000 atendimentos durante todo o dia 14 de novembro, inclusive com a realização de Laser na Retina e curativos para o Pé Diabético.
Este mutirão inovou no sentido do atendimento integral ao Diabético, desde a triagem, exames laboratoriais, apoio Psicológico, Nutricional, Odontológico e Médico.
Estamos aprendendo idéias inovadoras de atendimento integral ao Diabético.
Na foto de esquerda para direita Dr. Rafael Andrade, coordenador do Programa, Marcelo Araújo coordenador da Vascular e Guilherme Pitta.
Na foto de esquerda para direita Dr. Rafael Andrade, coordenador do Programa, Marcelo Araújo coordenador da Vascular e Guilherme Pitta.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Reunião com Procurador-geral de Justiça de Alagoas
Reunião no Ministério Público aborda o Programa de Atendimento Integral ao Pé diabético e a Política Nacional de Saúde da SBACV para o biênio 2010/2011.
Da esquerda para direita Presidente eleito da SBACV Dr. Guilherme Pitta, Procurador-geral de Justiça Dr. Eduardo Tavares, Chefe de Gabinete Dr. Fernando Augusto de Araújo Jorge, Procurador Dr. Geraldo Margela e Procuradora da área de Saúde Dra. Michelline Tenório.
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